Qual a tecnologia por trás do hoverboard da Lexus?

17:07:00 Unknown


Lá no dia 25 de Junho deste ano, a Lexus divulgou os resultados do seu trabalho: Um ‘skate voador’ que, superficialmente falando, utiliza imãs carregados de energia elétrica como meio para levitação.

É um tecnologia já conhecida por nós, afinal, a ação dos imãs é chamada de Levitação Quântica. A flutuação do skate da Lexus só é possível graças à essa tecnologia. Mas na prática, como é feita essa experiência?

A superfície do hoverboard é composta por pequenas películas de cristais de safiras que foram revestidas por um supercondutor. Essas películas de cristais também são compostas por películas de ouro. Todo esse composto é envolto de um plástico adequado e é mergulhado em um tanque contendo nitrogênio líquido.

A superfície inferior do hoverboard se torna o supercondutor e se movimenta de acordo com o fluxo eletromagnético liberado pelo campo magnético. Pela ciência, isso só é possível porque o campo magnético penetra no supercondutor (skate) na forma de fluxos de tubos quânticos, que penetram no objeto. Essa atração liberada tem de ser forte o suficiente para manter o skate no ar quando o mesmo suporta uma determina carga. 



Como consequência de ser um supercondutor, é exigir superfícies magnéticas especiais, uma vez que a força que irá manter o equipamento deriva do eletromagnetismo. Tal terreno é incomum nas grandes cidades e só são construídas para grandes projetos, como os trens Maglev que utilizam a mesma tecnologia de levitação.

Para construir uma via de 1Km para estes equipamentos, é calculado um investimento de entorno de US$6 mil ou mais, um vez que é preciso ter um gerador eletromagnético e cabos fortes o suficiente para transmitir a força necessária. No Brasil, a tecnologia tende a ser considera de outro nível, afinal, não são populares projetos que utilizam esse tipo de material, o que dificultaria na construção do projeto.

Mas os ímãs não estão no skate da Lexus? Se estão, por que ele precisaria dessa via especial? Sim, os ímãs estão no equipamento, mas o processo que mantem o hoverboard no ar é justamente a via em que ele precisa ser condicionado, pois é nela que sairá a força que será sugada pelos ímãs e dará o resultado da Levitação Quântica.



Outro tópico que dificultaria a viabilização da levitação do skate é a necessidade de manter os ímãs frios e fortes, uma vez que a cápsula de nitrogênio líquido se desgasta por causa do movimento da força da flutuação. Esse resfriamento pode custar caro ao consumidor já que o processo não pode ser feito caseiramente, mesmo que o processo de fabricação do composto seja feito corretamente.

A Lexus afirma que o projeto está ativo há mais de 18 meses. Porém, como o carro que precisa de combustível (ou energia no caso dos elétricos) você precisa abastecer seu hoverboard e esse processo está longe de ser de fácil acesso ao ponto de uma pessoa comum manter o aparelho como um hobby ou item raro. 

Como divulgado pela empresa, o hoverboard não estará disponível para venda. 









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